AS MENTES E COMPORTAMENTOS DE HOJE
           
 
 
         
 
 
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A inteligência emocional
   
Observamos que no momento actual vivemos e estamos cercados por detorpadores da mente e do comportamento que, pelas relações sociais transtornam o bem estar ambiental, quer a nível do trabalho profissional, seja no familiar ou social determinando consequentemente relações sociais doentias.

É importante uma grande força mental para se saber interagir e relacionar-se de forma equilibrada e emocionalmente inteligente com os outros e todo o meio psico-social envolvente
 

O ser Humano como ser vivo de interacção constante que estabelece relações de censura ou apresentadas com argumento, que aprende a ser Homem e a executar as mais diversas posturas sociais através de processo dinâmico que é a interacção social, é importante questionar se não deveríamos aprender todos os que participam, vivem no quotidiano e o determinam, técnicas de relacionamento social, familiar e de trabalho.

Tantas vezes nas vivências do dia a dia estabelecemos vinculações afectivas com algumas personagens que nos são significativos mas não conseguimos uma relação harmoniosa e nutritiva que nos permita um desenvolvimento humano sócio-afectivo saudável.

A maior parte das doenças do foro psíquico actuais têm possivelmente origem nas relações corrompidas e manchadas adquiridas por um sistema de padrões culturais que nos fornecem um referencial comportamental e uma estrutura de pensamento traduzindo-se e expressando-se em hábitos comportamentais tais como: o egoísmo, a solidão, o silêncio, a competitividade, a ambição, a inveja, a falta de civismo, respeito, maturidade política ou mesmo a falta de uma consciência institucional.

A aprendizagem cultural e social transmite-se às gerações futuras, e vão ser estas as herdeiras deste novo padrão de realidade social.   

Observamos as pessoas cada vez mais ansiosas, deprimidas e com total desmotivação à vida com altos níveis de stress e tensão a colmatar esse desespero psicológico recorrendo muitas vezes a terapias medicamentosas e tantas vezes a soluções mais místicas e transcendentes prometidas por gentes oportunistas e vigaras a aproveitarem-se da fragilidade do indivíduo frágil para conquistar onerários desonestos.

É esta a realidade do actual quadro social, tantas vezes na vertical, descendo de cima para baixo que vai influenciar e modificar a inteligência emocional.

As emoções são sentimentos que se expressam em impulsos e numa vasta gama de intensidade, gerando ideias, condutas, acções e reacções. Equilibradas e bem orientadas transformam-se em sentimentos elevados, sublimados, tornando-se, assim virtudes.

Não só a razão influencia os nossos actos, mas, a emoção também é responsável pelas nossas respostas e tem grande poder sobre as pessoas.

“Cognição, emoção, resposta” é a tríade conceptual que serve como base explicativa ao comportamento humano e ao respectivo processo interaccional. Esta tríade funciona circularmente, ou seja, a pessoa tem uma cognição, enquanto processa mentalmente a cognição sente uma emoção e em função do tipo de emoção sentida gerará uma resposta. Por isso, as emoções ditam a qualidade da resposta e qualidade do processo de interacção social.

Alguns exercícios emocionais são consideradas importantes para que uma pessoa alcance seus objectivos, esteja bem e obtenha equilíbrio emocional na vida. De entre alguns são descritos o controle do temperamento, poder de adaptação, persistência, amizade, respeito, simpatia e empatia.

A inteligência emocional deve ter as seguintes características:

Auto-consciência, que é o conhecimento que o ser humano tem de si próprio, de seus sentimentos ou intuição. Esta competência é fundamental para que o homem tenha autoconfiança em si e conheça as suas posturas fortes e fracas.

Capacidade de gerir ou lidar com os sentimentos em que o indivíduo que sabe controlar os seus próprios sentimentos sentir-se-há bem em qualquer ambiente ou todo o acto que realize.

O desejo de realizar e o optimismo é onde se devem colocar as emoções sempre com a melhor postura. O indivíduo mais optimista consegue realizar tudo o que possui em mente pois tem consciência que todos os problemas são contornáveis e resolúveis.

A empatia que é saber-se colocar no lugar do outro. Entender o próximo. Captar os sentimentos do outro. A serenidade é fundamental para que tal aconteça. Os problemas devem ser resolvidos através do diálogo coerente. As manifestações violentas da emoção devem ser contidas para que não se prejudique o relacionamento com o próximo.

A aptidão social que é a capacidade que a pessoa deve ter para lidar com as emoções do grupo. A arte dos relacionamentos deve-se, em grande parte a saber conviver com as emoções do outro. Saber trabalhar em equipe ou em conjunto é fundamental na nossa sociedade.

Discuto agora um quadro que serve de exemplo e onde se poderão adoptar toda a diversidade de técnicas de inteligência emocional.

A violência na escola, que faz parte do dia a dia dos nossos alunos escolares provoca uma multiplicidade de problemas e doenças ás crianças e jovens. A violência, infelizmente faz já parte da aprendizagem do aluno. Há tantas crianças e jovens que independentemente das razões ou causas, não se encaixam no actual sistema educacional, revelando consequentemente uma série e diversidade de problemáticas cognitivos, emocionais ou mesmo traumas psicológicos que os vão acompanhar então ao longo do seu desenvolvimento como valores humanos sendo então vitimas do processo da interacção da violência escolar.

Tal violência começa na escola, é aprendida nesse contexto e ambiente humano. Os grupos de colegas rapidamente alcunham e a criança passa então a ser definida pelo dístico social atribuído e tantas vezes posteriormente construindo a sua identidade pessoal com pensamentos errados induzidos pela rotulagem da violência escolar.

É portanto importante também educar as emoções e tomar as posturas importantes de modo que os alunos também se tornem capacitados a lidar com frustrações, saber negociar com o próximo e reconhecer as próprias angústias e medos. A disciplina de Educação Emocional seria nos dias de hoje muito importante na educação das crianças.

É bom começar-mos pela auto-reflexão de forma que consigamos mudar as nossas maneiras de pensar, agir e sentir para que futuramente a expressividade humana seja saudável e nutritiva para todos.
 

 
     
     
 Setembro 2006