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Nos magníficos vales de Chosendo ao Seixo, com o colorido
contraste de Soutos,
pinhais, ribeiros e Quintas de lavoura agora com que os dias de
verão maiores e as temperaturas convidativas, as cores
contrastam, com entre o verde vivo das folhas e o castanho do
feno e centeio secos dos terrenos agrícolas.
Estamos em pleno Verão ! É a altura certa para se dedicar
aos passeios por esta serra nos vários vales que a natureza
fabricou, seja Chosendo-Seixo, Chosendo Ferreirim pela Quinta da Dama ou
Seixo-Quinta de S. Roque à beira da ribeira do Guilheiro ,
aproveitando ao máximo o ar saudável que aqui se respira. |
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Contrastando com o triste cenário de muitas ribeira portuguesas,
ainda é possível encontrar pequenos cursos de águas cristalinas
que deslizam pelas encostas da serra.
Pequenas encosta com terrenos férteis atestam a vida rural das
propriedades e Quintas
no interior
desta serrania, onde
os típicos sons rurais ecoam pela serrania, misturando-se por
vezes, nos dias mais agrestes, com o silvo do vento que desce
montanha abaixo. |
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Ao
longo destes vales encontramos magníficos soutos de
castanheiros, alternados com pinhais, choupos à borda das
ribeiras, várias espécies de árvores selvagens,
várias culturas agrícolas geometricamente muito bem delimitadas
e cultivadas, constituindo estas manchas de vegetação um rico e
fascinantes ecossistema desta Serrania Chosendo-Seixo-Ferreirim.
O auge desta bela paleta de cores acontece no pico do Outono, em
locais como a Quinta das Olgas, Silvas e Moreiras, onde as
folhas das videiras e castanheiros vão caindo acompanhadas pelo
chilrear das aves florestais.
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Um pitoresco caminho leva-nos à Quinta de S, Roque, já no
território de Vila da Ponte, cheio de surpresas, desde a
ribeira que segue quase todo o caminho, contornada de
choupos, com vários lameiros pelo caminho, floresta de
Pinheiros, e a interessante anexa de S. Roque com algumas
casinhas, capela e a sensação de nos encontrar-mos num
paraíso. |
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Em locais mais remotos
no alto da serra, onde
predominam essencialmente os afloramentos rochosos, é possível
observar algumas espécies típicas como o Javali, a raposa, a
Lebre, e a perdiz. Até há dezenas de anos atrás, o lobo também
percorria estas paragens, mas hoje já nunca mais ninguém o
avistou.
Um percurso a pé, bem
cedo pela manhã, por
entre os trilhos rurais é a única maneira de explorar
devidamente os múltiplos recantos desta serrania. Esta
alternância da Serra e Ribeiras e montanhas graníticas é um
local de purificação do corpo e do espírito que convida ao
repouso e às caminhadas.
A passagem para além
fronteiras e, principalmente,
a visita ao dólmen de
Penela da Beira pode
ser o início
de uma grande caminhada que nos leva a
conhecer alguns vestígios arqueológicos existentes nas
circunscrições, seja em Penela ou mesmo por Paredes da Beira,
que atestam a longa relação existente desde a pre-história entre
o Homem e
estes locais.
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Um rebanho é iluminado
pela luz dourada do sol poente por entre a serra e lameiros da
ribeira de Guilheiro. Ao
longe, um velhinho da Cardia conduz o destino de um rebanho de
ovelhas,
imagem bem emblemáticas da serra:
a pastorícia que se encontra novamente em expansão
A luz mágica do fim do
dia com o sol poente desperta e torna magnífica a paisagem
que se perde de vista nos pontos
mais altos da serra. Um pinheiro, meio despido
e sozinho em zona onde proliferou um
incêndio há 2 anos, tenta resistir neste inabitável cenário
repleto de rochas graníticas. |
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No Inverno o frio bem se faz sentir as
geadas e por vezes alguma neve cai nesse período do ano,
prestando-nos a outro tipo de aventura e
passeios por terras de Chosendo, Seixo e Cardia, cujos vales e
montes interiores merecem ser preservados.
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